Uma rebelde de minissaia, loura e gira, que assustava os rapazes seus contemporâneos. Era assim que viam Maria Filomena Mónica quando, contrariando a mãe, se inscreveu na Faculdade de Letras para estudar Filosofia. Insubmissa, nunca fez o que se esperava dela: casou cedo, foi mãe cedo, separou-se cedo e, também cedo, doutorou-se em Sociologia pela Universidade de Oxford. Investigadora na área das ciências sociais e professora universitária, Maria Filomena Mónica é autora de uma longa lista de livros, sejam eles biografias (como a de Eça de Queiroz), de análise social (Os Ricos e Os Pobres), de crónicas (Os Sentimentos de Uma Ocidental), ou autobiográficos (Bilhete de Identidade, a obra em que põe a sua infância e a sua juventude a nu).
Agora, aos oitenta anos, faz neste Uma Longa Viagem com Maria Filomena Mónica um balanço de vida. Nestas páginas, ficamos a conhecer a análise da socióloga, cronista e investigadora, bem como as suas visões sobre Portugal e os principais acontecimentos das últimas décadas. Mas também nos mostram o lado pessoal da rapariga atrevida que nunca permitiu que a classificassem como uma «boneca bonita»: desde a sua experiência em Oxford, em contraste com um país amordaçado pela ditadura, aos amores que viveu, passando pelos filhos, as netas, a relação conturbada com a mãe e o modo como encara a doença e a morte.
Sempre atenta e com uma opinião, revela com humor a única situação que lhe passou ao lado: «Nunca fui vítima de assédio sexual. Provavelmente, porque estava distraída.»
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