1ª EDIÇÃO, MARÇO DE 2026
«O pensamento moral de Adam Smith (1723-1790) é profundamente devedor do pensamento estóico, mas também devedor de Hutcheson, que fora seu mestre e que trabalhara antes o conceito de Espectador Imparcial, embora sem a mesma exacta designação, e de David Hume, contemporâneo, conterrâneo e amigo de Adam Smith […].
O homem reconhece a sua humanidade no espelho que o outro é para si, e é nessa relação especular que ele pode aferir a medida adequada do seu comportamento e colocar-se no lugar do outro, ser espectador de si mesmo e poder assim exercer sobre si próprio a reflexão no sentido etimológico do termo: debruçar-se sobre si mesmo, fazer de si mesmo o objecto da sua observação, e ajustar a importância dos acontecimentos por ele vividos à importância que esses acontecimentos têm objectivamente, ou seja, quando considerados por outro não directamente envolvido […].
A admiração de Adam Smith pelos estóicos estende-se ao sentido profundamente transformador do humano, e compensador em si mesmo, do ser ético e moral. O homem aspira não apenas ao aplauso que a manifestação de uma acção moral pode trazer consigo, mas também aspira a ser merecedor dessa admiração […].»
(Da introdução de Ivone Moreira)
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