Fernando Pessoa - Mensagem

7,50€

Fernando Pessoa - Mensagem

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"Mensagem" é um livro de poemas de Fernando Pessoa, que revisita e, em boa parte, cria, uma mitologia do passado heróico de Portugal. É composto por 44 poemas, agrupados em 3 partes ( “Brasão”, “Mar Português” e “O Encoberto”) que representam as três etapas do Império Português: Nascimento, Realização e Morte, seguida de um renascimento. Publicada apenas um ano antes da morte do autor, em 1934, a obra trata do glorioso passado de Portugal de forma apologética e tenta encontrar um sentido para a antiga grandeza e a decadência existente na época em que o livro foi escrito. Glorifica acima de tudo o estilo camoniano e o valor simbólico dos heróis do passado, como os Descobrimentos portugueses.

É apontando as virtudes portuguesas que Fernando Pessoa acredita que o país se deva “regenerar”, ou seja, tornar-se grande como foi no passado através da valorização cultural da nação. O título original do livro era “Portugal”. Influenciado por um amigo, Pessoa considerou “Mensagem” um título mais apropriado pois, de acordo com o próprio, o nome “Portugal” encontrava-se “prostituído” no mais comum dos produtos. Pessoa constrói a palavra “mensagem” a partir da expressão latina: Mens agitat molem, isto é, “A mente comanda o corpo”, frase da história de Eneida, de Virgílio, dita pela personagem Anquises quando explica a Enéias o sistema do Universo. Todas as três partes da obra tem o seu significado próprio.

A primeira parte, “Brasão”, utiliza os diversos componentes das armas de Portugal para revisitar a formação da nacionalidade, os heróis lendários e históricos do país. A segunda, “Mar Português”, debruça-se sobre a época das grandes navegações, das descobertas, das aventura marítima, da conquista do império, falando de figuras como o Infante D. Henrique, Vasco da Gama e Fernão de Magalhães. A terceira, “O Encoberto”, é a parte mais marcadamente simbólica e sebastianista, voltando, ainda a falar de outras figuras da história de Portugal. O termo “O Encoberto” é uma designação ao antigo rei de Portugal D. Sebastião, o que demonstra sebastianismo. Sendo também uma desintegração, mas também toda ela cheia de avisos, fortes pressentimentos, de forças latentes prestes a virem à luz: depois da noite e tormenta, vem a calma e a ante-manhã . “É a hora”, diz Pessoa.


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